Até depois, se houver um

Prometemos cafés, dizemos socialmente correctos que nos "vemos por aí", que nos telefonamos. Aceita-se, e segue-se.

Por dentro, se a pergunta se fizer, sabe-se a resposta. Esse depois não é garantia, o café não existe, isso de nos vermos por aí não tem aí nenhum e está pleno de cegueira, ninguém vê, ninguém verá coisa nenhuma.

E as mensagens. A vida fechada dentro de um aparelho que servia para telefonar. Passam dias, e as mensagens não chegam, as respostas estão trancadas em silêncio, os mais novos dizem que "deram vistas", e as vistas podem nem sequer ser dadas. Um dia, em algum momento, vamos ter de aceitar que os cafés que não acontecem, os "por aí" que nunca ganham espaço, os silêncios de que se fazem as respostas às perguntas que fazemos, são apenas um reflexo de uma ideia bem conhecida, a de que sempre vamos onde queremos ir, sempre estamos onde queremos estar, e se alguém não vem, se alguém não está, se a vida é mais preenchida que os segundos que ocupa escrever um "olá", se há sempre alguma coisa que impede, é apenas porque não se quer tanto assim, porque não há a vontade que se julgava.

Primeira publicação

Vista do Tejo ao final da tarde
Castelo de São Jorge, ao pôr-do-sol
Rua estreita em Alfama
Alfama
Um vídeo qualquer

Esta é uma publicação de exemplo, com texto em Markdown, duas fotografias
e um vídeo incorporado, para testar o carrossel.

Esta imagem está incorporada directamente no corpo do texto, não faz parte
do carrossel:

Rua estreita em Alfama, vista de perto

Uma citação qualquer, só para ver o estilo.

  • Primeiro ponto
  • Segundo ponto
  • Terceiro ponto

Texto final do corpo da publicação.

1 de Outubro de 2026

Esta publicação não tem título — só este parágrafo de texto corrido,
para testar a regra "sem título, mostra a data no lugar do título".